3 meses com a minha cadela

Já estou a viver com a nova inquilina há quase 3 meses. Ela não trabalha, mas se recebesse um euro por cada vez que lhe chamam Vitória, nem eu precisava de trabalhar.

Há uns tempos eu andava todo contente por ela fazer as necessidades na areia, mas entretanto ela lembrou-se que queria apanhar sol na praia privada e minou o caminho para lá chegar. Já a apanhei no messenger a dizer aos amigos que eu entendo tudo o que ela ladra e que sou melhor que uma mulher a dias…

Como a Indy tem um regimento a tirar-lhe fotos, resolvi publicar um best-of:

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Sou um criminoso

O dia do crime

Foi a semana passada, mas lembro-me como se fosse hoje. Em pleno Verão, o dia ficou pesado e senti o frio até ao tutano. Então é que reparei que tinha um bocado de gelo no braço. Estava a tirar o gelo acumulado do congelador com uma tesoura.

De repente ouço um "pffffff", mas a Indy não vai para a cozinha,  logo só podia ser o frigorífico. Estava a largar gás. Pelos vistos não se pode espetar uma tesoura e ele não funciona sem gás.  Assassinei o meu frigorífico.

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Eulogio

Ele era da minha idade e trabalhava nas horas. A decoração hippie era usada para tapar a ferrugem e infelizmente fiquei sem autocolantes para os lados.

Era uma grande companhia e vai fazer falta. Sempre apoiou o micro-ondas.

Josué nunca serás esquecido.

O pedido

Eu sei que não é a melhor altura para isto, mas… faço anos hoje e o dinheiro que poupei já estava reservado para uma bengala. Por isso se alguma alma caridosa me quiser dar um frigorífico novo de prenda, estou aqui para o receber de braços abertos.

Como arranjei guizos para saltar de paraquedas

Sempre quis saltar de pára-quedas. É um sonho que muita gente tem. A maioria arranja desculpas:

  1. Não tenho dinheiro.
  2. Estou à espera de um amigo que foi à casa de banho.
  3. Acabei de comer.
  4. Este fim de semana vou ver as amendoeiras em flor.

No Verão antes dos meus 20 anos(??), desisti de esperar por um primo meu e limitei os meus problemas para saltar a:

  1. Não ter dinheiro.
  2. Vertigens.

parabackA solução para o primeiro problema é simples. Arranjei um emprego. O meu primeiro emprego. Transportei bolos durante 15 dias seguidos. Levantava-me às 5:30 da manhã e ouvia reclamações o dia todo. Mas correu bem e no fim deram-me mais do que o que ficou acordado e era exactamente o que precisava para saltar – 60 contos. Senti os planetas a alinharem-se.

Por outro lado vertigens não tem solução.

Nunca tive pesadelos tão maus como na noite anterior aos saltos. Só de saber que tinha de andar para uma asa e depois saltar assustava-me. Chegamos a treinar o caso de ficarmos presos no fio e o instrutor descer com uma faca para o cortar.

Mas chegou a hora e saltei.

Por isso como arranjei guizos? Não arranjei. Saltei e pronto.

Nesse dia todas as músicas no rádio eram boas, tudo o que visse era fantástico, etc.. Nem a Floribela anda assim tão contente quando está com os amiguinhos.

Conclusão: Até um nabo com vertigens consegue saltar de pára-quedas, logo não há desculpa.