De Braga a Santiago Compostela em bici

As peregrinações a Santiago de Compostela já acontecem há centenas de anos. Normalmente a peregrinação é feita por cristãos e nos tempos medievais até os reis faziam. Mas que existe afinal em Santiago? Os restos do apóstolo Santiago o Maior. O que é que ele fez e quem é Santiago o Menor não faço ideia, mas sei que:

“… por volta de 820 são descobertos uns restos que as autoridades eclesiásticas e civis consideram como sendo os de Santiago o Maior. Sucede isto num perdido bosque galego e o acontecimento daria lugar ao nascimento da actual cidade de Santiago de Compostela“.

O bosque desconhecido agora tem mais de 90000 habitantes.

Mas porque é que um ateu havia de fazer tal coisa? Muitos motivos:

– A paisagem é linda. O que se vê é fora do comum e não se encontra quando se anda pelos caminhos normais.
– Por desporto. Fico mais resistente e descubro os meus pontes fortes e fracos. E pontos que nem sabia que tinha…
– Para relaxar. Mesmo que tenha dores, consigo dormir sem qualquer problema mais de 10 horas*.
– Dar valor às coisas simples. Comer uma peça de fruta ou beber numa bica sabe melhor que ir a um bom restaurante.
– Fica barato. Os albergues onde se dorme são gratuitos, apenas deixamos uma oferta e se quisermos. Eu deixo sempre.
Fazer 200 Km em bicicleta não é tão difícil como possa parecer. Tanto que o plano inicial de os fazer em 3 dias passou para 2 dias. Foi uma média superior a 100 Km por dia. Para fazer em 2 dias convém ter alguma preparação física e planeamento.

Convém saber o horário do comboio, agora apenas existe um que sai às 16:25 e não há todos os dias. Convém levar o minímo de peso às costas e pô-lo antes na bicicleta. Convém levar nivea para as partes que vão ficar assadas… Não é preciso grande preparação física, acho que dar umas voltinhas 2 ou 3 fins de semana antes,são suficientes para ficar preparado**.
A cidade é universitária e pelos vistos as noites de terça são boas. Esta segunda-feira que estive lá foi um tédio, só se viam velhotes e não se passava nada. Mas o resto foi muito porreiro.

Ir no Outono ou Primavera é muito diferente. O ano passado fui na Primavera e os bosques estavam mais vivos, era mais quente e os dias maiores. No Outono os bosques são mais castanhos, não se sua tanto e os albergues estão praticamente vazios.

Há muita coisa boa que ficou por contar, mas isso é melhor descobrir fazendo o caminho :)

* – em casa também, mas lá sabe melhor.
** –  a não ser que sejas uma peixoca balofa, aí é preciso mais tempo.

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