Guillermo Habacuc Vargas: Crueldade ou palhaçada?

Defecar levou-me ao estranho caso do Guillermo Habacuc Vargas. Este artista é acusado de crueldade para com os animais por ter usado e abusado de um cão abandonado numa exposição de arte.

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Surgiu uma petição contra o Guillermo. Usando como exemplo a petição, o Marco do Bitaites argumentou que as pessoas acreditam em tudo que lêem sem verificar a veracidade do que é dito . Resultado? As pessoas começaram a crucificar o Marco também. Faz parte de quem tem blogs como já percebi.

Concordo com tudo que o Marco disse excepto quando ele diz que “O cãozinho não morreu, está bem? Irra!”.  Baseando-se no artigo da ZonaPunk assume-se que o cão foi alimentado durante a exposição e que fugiu ao terceiro dia, segundo diz a galeria onde ocorreu o incidente. Mas o artigo não confirma a veracidade do que a galeria disse. Chega mesmo a dizer:

É a palavra da Galeria contra a jornalista Marta Leonor.

E tanto a jornalista como a galeria têm interesses na história. A jornalista quer vender notícias, a galeria não quer ficar com má fama. Apesar de não concordar com tudo que o Marco disse, concordo com a ideia geral do artigo dele.

Pode um artista fazer uma coisa destas? Parece que sim, leiam o caso das borboletas queimadas indicado no artigo da ZonaPunk*. Há quem discuta se isto é arte. Se alguém se lembrasse de reproduzir com humanos um quadro do Hieronymus Bosch a minha preocupação não era classificar a actividade como sendo ou não arte.

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Pode um jornalista deturpar os factos para vender? Sem dúvida. O filme Shattered Glass relata um bom exemplo.

Diz-se que isto  expõe a hipocrisia das pessoas, que ignoram os cães nas ruas mas numa exposição se mostram indignadas. Eu prefiro acreditar que a maioria das pessoas que ignora os animais o faz para não ficar deprimido. É o que eu faço e vou ajudando os animais quando posso.

Mesmo assim tira-se algo positivo da história. Visibilidade para os cães abandonados. E da próxima vez é menos provável que façam uma exposição sem divulgar as condições dos animais previamente.

* – não confirmei a fonte :p

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7 Responses to Guillermo Habacuc Vargas: Crueldade ou palhaçada?

  1. helena says:

    Olá

    Palhaçada ou não, expor um animal desta maneira não me parece que exprima algum sentido de humanidade.
    Gostava muito de saber onde será a proxima exposição deste “senhor”.
    Pois não acredito em petições acredito em acções é muito mais fácil entrar na galeria e alimentar o pobre animal. Já procurei na internet mas nada diz sobre o sitio.
    Se alguem souber e me puder ajudar agradecia. E da próxima vez acho que o sr artista pode por uma criança na mesma situação assim também devem acreditar que ao terceiro fugiu.

  2. sandra says:

    então todos vcs são um bando de lazarentos que se um dia eu pudesse topar com vcs eu faria a mesma coisa que fizeram com este cão só pra vcs verem o quanto é bom.não interessa se ele era um cahorro de rua e ninguém se importava com ele o que importa é que ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguem seja a espécie que for. e se é verdade que o cão fugiu pq vcs não nos mostram ele vivo pra gente então falar é fácil né mas eu acredito só vendo.
    na verdade o que eu gostaria de saber é se este cara filha da puta este cara não né pq isto não é nem gente é bem pior que um animal é um demônio é um ser qualquer que não merece o respeito de ninguém e tb as pessoas que estão defendendo ele é tudo da mesma laia. e ainda este ser disse que consegue dormir tranquilamente com certeza este tipo de ser não tem deus em sua vida pq se tivessse não teriam este tipo de atitudes não conhece deus, Deus não gosta destas coisas.pq mexer com um ser inocente que não faz mal a ninguém.
    De tudo isso o que eu tenho a certeza absoluta que é um dia este demônio guilhermo e seus comparsas vão pagar por isso seja aqui na terra ou no inferno.estou aliviada

  3. Val says:

    Caro Artur,

    Não dá para apelar para a semântica para falar sobre um assunto destes.

    A linha que separa a arte da cruedade não é tênue. Se fosse, o mundo seria um grande e imenso caos, não acha?

    O que me espanta é a permissividade e falta de discernimento da Bienarte, que permite uma exposição dessas.

  4. Donovan says:

    And htis is why I read arturcarvalho.com. Love the posts.

  5. Raquel Barreto Arguello says:

    O CÃO MORREU NO TERCEIRO DIA. FOI FILMADA E FOTOGRAFADA CADA ETAPA. ESSE PSICOPATA ASSASSINO DE INDEFESOS ESTÁ (NÃO ENTENDI ATÉ AGORA COMO NEM PORQUE ) PARTICIPANDO DA BIENAL DE SÃO PAULO, NO BRASIL, ONDE GRANDE PARTE DOS SERES DITOS “RACIONAIS “, SE ESFORÇA EM SALVAR ANIMAIS , INCLUSIVE EU. APLAUDIRIA DE PÉ, COMO ARTE, SE ELE SE PENDURASSE COM UMA CORDA EM VOLTA DO PESCOÇO PARA VER DURANTE QUANTO TEMPO SOBREVIVERIA. APLAUSOS ! !

  6. Helenice says:

    Vivemos numa sociedade tão absurda que qualquer bosta vira arte.
    Não preciso desse tipo de ‘arte’ para há muito tempo me condoer do problema dos cães abandonados.
    Lamentável que alguém encontre algo positivo nessa história.
    Eu sugiro que na próxima vez , coloquem a mãe desse tal de GUILHERMO HABACUC
    nas mesmas condições que ele colocou o animal.
    Quem quer fazer algo , relamente faz , não inventa polêmica nem desculpas esfarrapadas.
    Situações assim me fazem pensar onde iremos parar enquanto humanidade.

  7. Pedro Costa says:

    Embora condéne a atitude do artista, sei que arte não é discutivel pelo ponto de vista moral ou ético, tudo é válido para fazer arte, não tem limites, porque se rege numa realidade paralela, é supostamente um conceito exterior à vida social. É aqui que acenta o principal problema, porque o artista é também um ser social, ora, parece-me muito errado enquanto ser humano, ser capaz de apreciar este caso como acto artistico, dizer por exemplo: “que obra de arte excepcional”, e, ao mesmo tempo, ter de condenálo enquanto ser humano, porque não ademito que se mal tratem animais. Obrigar-me-ia a separar-me em duas pessoas, a apreciadora de arte, aceitando e valorizando o trabalho de Habacuc, e a que se rege por um sentido moral e social, que não concorda que se maltrate um animal em prol de seja o que for. O que está aqui em questão não é saber se é arte ou não, é perceber que apesar de artista, esse senhor Habacuc, se tiver morto o cão, é um verdadeiro cobarde, se não, provou que todo o público que assistiu à exibição não passa de carneirada que engole tudo o que se lhes mostra só porque sim. E se o cão afinal tiver sido alimentado enquanto a exposição não decorria, tenho a dizer-vos, que bela obra de arte!!!

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