Motas não são obra do demo!

O Jorge escreveu um post interessante acerca de motas. Como eu o entendo!

Primeiro um pouco de contexto.

O meu pai e todos os seus irmãos trabalham com motas. E antes deles já trabalhava o meu avô. São dezenas e dezenas de anos a andar de mota, experimentar motas com problemas, entrar em provas, ir a concentrações, etc. Sabem quantas vezes fui visitá-los ao hospital por acidente de mota? Zero! No entanto já fui visitar um tio ao hospital cheio de ferros numa perna por um acidente de carro.

Mais, o meu pai com 54 anos já desmonta e monta motores desde os 11 anos – ele relembra-nos todos os anos – só precisou do seguro uma vez e a mota apenas caiu para o lado!

Ainda não chega? Certo dia ia com um tio meu de carro e diz eler “O tipo que vem atrás de nós vai cair na próxima curva” e não é que ele caiu mesmo? Para quem percebe, isto vê-se ao longe num espelho retrovisor.

Foi a mota que causou o acidente?

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E fora da minha família não falta gente velha que ande de mota sem ter problemas, basta ir a uma concentração motard. Acham que os mais velhos começaram todos a andar aos 55?

Mas porque é que as pessoas tripam tanto com as motas? Porque os acidentes podem ser marcantes. Há mais gente a morrer de problemas do coração só que é devagarinho, parece que não está a acontecer. No entanto em jantares quantas vezes é que ouvimos

Já comeste demais e estás gordo. Olha que beberes outra garrafa de vinho é perigoso.

Há perigo em tudo o que se faça na vida, mas só se tem uma vida, por isso se andar de mota me pôe os olhos a brilhar – é amaricado mas é verdade – eu vou continuar a andar de mota enquanto puder.

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